A sua lista gratuita de alimentos com baixo teor de oxalato

Uma dieta pobre em oxalato limita o oxalato a cerca de 40–100 mg por dia para reduzir o risco de cálculos renais de oxalato de cálcio. Os alimentos pobres em oxalato (menos de ~10 mg por porção) incluem a maioria das carnes, laticínios, ovos e muitas frutas e legumes.

Descubra neste guia 433 alimentos classificados de baixo a alto teor, além do que realmente importa: combinar oxalato com cálcio para reduzir o risco de cálculos renais. Revisto por um especialista em nefrologia.

✓ 433 alimentos classificados, em 9 categorias do dia a dia
✓ A regra de combinação com cálcio que a maioria das listas omite
✓ Um prato diário simples para planear refeições

O que é uma dieta pobre em oxalato?

Uma dieta pobre em oxalato é um plano alimentar que limita o oxalato alimentar — um composto natural concentrado em alimentos ricos em oxalato, como espinafres, ruibarbo, beterraba, frutos secos, farelo de trigo e chocolate — mantendo simultaneamente uma ingestão normal de cálcio, para que ambos se liguem no intestino e não nos rins. É mais frequentemente prescrita para a prevenção de pedras nos rins em pessoas que formam pedras de oxalato de cálcio, o tipo de pedra mais comum, e funciona melhor quando a restrição de oxalato é combinada com uma lista de alimentos pobres em oxalato que continue a satisfazer as necessidades nutricionais diárias.

Quanto oxalato por dia?

A maioria dos profissionais de saúde estabelece uma ingestão diária de oxalato inferior a 100 mg por dia, sendo cerca de 50 mg por dia considerado ideal para doentes com elevado risco de pedras nos rins — uma meta publicada pelo Programa de Pedras nos Rins da Universidade de Chicago e corroborada pela Fundação de Oxalose e Hiperoxalúria. Atingir esse valor depende menos de eliminar alimentos do que de conhecer o teor de oxalato do que já come e com o que o combinar: o nosso guia gratuito lista 433 alimentos pobres em oxalato, o respetivo teor de oxalato por porção e as combinações com cálcio que reduzem o oxalato urinário em cada refeição.

O que contém a lista de alimentos

Um guia prático de consulta rápida que pode guardar no telemóvel ou no frigorífico.

01 · A regra da combinação com cálcio

Porque é que combinar alimentos ricos em oxalato com cálcio é mais importante do que reduzi-lo a zero — e como isso ajuda a diminuir a absorção de oxalato pelo organismo.

02 · Alimentos que pode consumir livremente

Laticínios, ovos, peixe, aves e carne têm quase todos baixo teor de oxalato — a maior parte da alimentação não precisa de mudar.

03 · A tabela completa de alimentos

433 alimentos em 9 categorias do dia a dia, cada um classificado como baixo, moderado ou elevado, para que possa consultar e decidir num relance.

Veja a diferença que um único alimento pode fazer

A classificação dos alimentos do dia a dia

Alguns exemplos de alimentos pobres em oxalato que pode consumir e de alimentos ricos em oxalato a evitar, retirados do guia. A tabela completa classifica os 433 alimentos por porção.

Baixo

Peito de frango · Ovos · Leite, iogurte e queijo · Peixe · Alface-romana · Couve-flor · Banana · Maçã · Arroz branco

Consuma livremente. A maior parte do seu prato pertence a esta categoria.

Moderado

Cenouras · Aipo · Feijão-verde · Laranja · Molho de tomate

Perfeitamente adequados em porções normais, especialmente acompanhados por uma fonte de cálcio.

Elevado

Espinafres cozidos · Ruibarbo · Amêndoas · Beterraba · Batata-doce assada · Batata com casca · Chocolate negro

Mantenha as porções pequenas e combine com cálcio. Não precisa de os eliminar.

Revisto clinicamente

Prof. Bernard Canaud, MD, PhD

Consultor médico da Withings · Professor Emérito de Nefrologia, Montpellier

Antigo Diretor Científico Médico na Fresenius Medical Care, o Prof. Canaud possui um mestrado em alimentação e nutrição, além das suas credenciais médicas. Foi ele quem delineou a abordagem subjacente a este guia: combinar em vez de eliminar.

40+

anos em nefrologia

350+

estudos publicados

Consultor médico

da Withings

Légion d'Honneur

condecorado com a

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As suas perguntas respondidas

O que é o oxalato?

O oxalato é um composto que ocorre naturalmente em muitas plantas, e o organismo também produz algum por si próprio. Nas plantas, ajuda a regular o excesso de cálcio. Nos seres humanos, a maior parte é simplesmente eliminada pela urina, mas podem surgir problemas quando se liga ao cálcio nos rins. Os cristais de oxalato de cálcio são o tipo mais comum de cálculo renal, representando cerca de 80 por cento dos casos.

Que alimentos têm menos oxalato?

A maioria das proteínas animais e dos produtos lácteos tem naturalmente um teor muito baixo de oxalato: carne, aves, peixe, ovos e produtos lácteos contêm pouco ou nenhum oxalato. Entre os alimentos de origem vegetal, a couve-flor, os cogumelos, a couve, a alface-romana e a maioria das bagas também têm baixo teor. Os alimentos com menos de cerca de 2 mg de oxalato por porção são geralmente considerados pobres em oxalato.

Quais são os alimentos com maior teor de oxalato a que deve estar atento?

Os espinafres, as amêndoas, o farelo de trigo e a beterraba estão consistentemente entre os alimentos com maior teor de oxalato consumidos regularmente. A tabela completa com 433 alimentos neste guia divide-os por categoria, com tamanhos de porção exatos, uma vez que o que é considerado "elevado" varia muito consoante o tamanho da porção.

Quanto oxalato por dia numa alimentação pobre em oxalato?

As recomendações variam consoante o nível de oxalato urinário. A maioria das dietas gerais pobres em oxalato visa menos de 100 mg por dia; algumas equipas de cuidados recomendam um objetivo mais rigoroso de 40 a 50 mg por dia para pessoas com oxalato urinário significativamente elevado. O valor adequado para si depende dos resultados da sua própria análise de urina de 24 horas. Trata-se de um intervalo a discutir com o seu médico ou nutricionista, e não de um valor universal único. (Fonte: Oxalosis and Hyperoxaluria Foundation)

Devo evitar completamente o oxalato?

Não. O oxalato está presente numa vasta gama de alimentos que, de resto, são saudáveis, e o organismo produz algum por si próprio independentemente da alimentação, pelo que eliminá-lo por completo não é realista nem necessário. A abordagem mais útil, e aquela em que este guia se baseia, é combinar alimentos que contêm oxalato com uma fonte de cálcio na mesma refeição, em vez de os eliminar.

Devo tomar cálcio às refeições?

Sim. Combinar alimentos ricos em cálcio com alimentos que contêm oxalato na mesma refeição é um dos hábitos mais eficazes para reduzir o risco de cálculos renais. O cálcio liga-se ao oxalato no intestino antes de este poder ser absorvido, pelo que as dietas pobres em cálcio estão, na verdade, associadas a um risco mais elevado de cálculos, e não mais baixo.

A manteiga de amendoim é rica em oxalato?

Sim. Uma colher de sopa de manteiga de amendoim contém cerca de 19 mg de oxalato, colocando-a na categoria de elevado teor de oxalato. A maioria dos frutos secos e das manteigas de frutos secos tem um teor mais elevado do que as pessoas esperam.

Cozer espinafres reduz o oxalato?

Parcialmente. Como o oxalato é solúvel em água, cozer os espinafres e descartar a água de cozedura pode reduzir o seu teor de oxalato em cerca de 30 a 90 por cento, consoante o método. Mas os espinafres reduzem muito de volume ao cozinhar: uma porção de espinafres cozidos contém, em peso, muito mais espinafres do que uma porção do mesmo tamanho de espinafres crus, pelo que muitas vezes continua a fornecer mais oxalato por porção do que os espinafres crus. Continua a ser um dos vegetais com maior teor de oxalato, em qualquer das formas.

O café é rico em oxalato?

Não, o café preparado é pobre em oxalato, geralmente cerca de 1 a 2 mg por chávena. A principal consideração em relação ao café é a hidratação: beber várias chávenas por dia sem também cumprir os seus objetivos de ingestão de água pode prejudicar a prevenção de cálculos renais, independentemente do teor de oxalato.

Beber mais água ajuda a prevenir cálculos renais?

Sim. Manter-se bem hidratado é um dos hábitos mais protetores para quem tem tendência para cálculos renais, pois dilui a urina e reduz a concentração de compostos que formam cálculos, como o cálcio e o oxalato. Um objetivo geral comum é cerca de 3 litros de líquidos por dia, embora o seu médico possa recomendar uma quantidade diferente com base nos seus próprios fatores de risco.

Quem deve seguir uma alimentação pobre em oxalato?

Isto é mais relevante para pessoas com antecedentes de cálculos renais de oxalato de cálcio, sobretudo aquelas com oxalato urinário elevado numa análise de urina de 24 horas. É especialmente importante para pessoas com hiperoxalúria entérica, frequentemente associada à doença de Crohn, doença inflamatória intestinal, síndrome do intestino curto, pancreatite crónica ou cirurgia bariátrica prévia, condições que aumentam a quantidade de oxalato absorvida pelo intestino. Um médico ou nutricionista registado pode ajudar a determinar se deve seguir esta alimentação e com que rigor.

O que é a hiperoxalúria?

A hiperoxalúria significa ter demasiado oxalato na urina. A hiperoxalúria primária é uma condição genética rara em que o fígado produz oxalato em excesso. A hiperoxalúria entérica (ou secundária) ocorre quando uma condição digestiva faz com que o intestino absorva mais oxalato do que o habitual. A hiperoxalúria alimentar reflete simplesmente uma alimentação rica em alimentos com elevado teor de oxalato. Uma análise de urina de 24 horas que mede a excreção de oxalato é a forma padrão de diagnóstico.

Porque é que a Withings partilha conteúdos sobre uma alimentação pobre em oxalato?

A missão da Withings é dar às pessoas os dados e as ferramentas para compreenderem e gerirem a sua própria saúde, e a prevenção de cálculos renais é uma extensão natural dessa missão. O U-Scan Calci, parte da Prevention Series, permite que as pessoas que já tiveram um cálculo renal acompanhem em casa os níveis de cálcio na urina e de hidratação entre consultas médicas, complementando orientações alimentares como esta.

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