Benefícios do Mel para a Saúde: Manuka, Cru e Como Encontrá-lo

Honey Health Benefits: Manuka, Raw and How to Find It

Curioso sobre os benefícios do mel para a saúde? Não consegue distinguir o mel de trevo do mel de manuka? Temos tudo o que precisa saber.

Recentemente, enquanto percorria o meu armazém local — o tipo de lugar com caixas familiares de granola e pacotes de papel higiénico — deparei-me com algo que não esperava encontrar: um frasco de mel de manuka da Nova Zelândia por 40 dólares. Nunca tinha ouvido falar de mel de manuka, e o preço fez-me hesitar, mas fiquei curioso. Adoro mel, seja em chá verde, em torradas ou em switchel — e, por acaso, tinha acabado de ficar sem mel em casa. Então, por impulso, comprei. E depois fui a toda a velocidade para casa e para a internet para saber mais. Pelo caminho, caí numa toca de coelho (ou colmeia, ou o que for). Prometo, chega de piadas com abelhas. Aqui estão cinco factos surpreendentes sobre este produto doce.

1. (Normalmente) nunca estraga

Não é apenas um mito: a composição química do mel permite-lhe manter-se comestível indefinidamente no seu estado cru, desde que esteja selado e num ambiente não húmido. Os arqueólogos encontraram até mel preservado em tumbas egípcias. (O que queremos dizer com "cru"? Já lá chegamos. Aguarde.)

2. Tem imensas vantagens para a saúde — e uma desvantagem

O mel é naturalmente antimicrobiano. Contém vestígios de peróxido de hidrogénio e tem sido utilizado durante séculos para cicatrizar feridas — e, na verdade, ainda hoje é. É também eficaz: foi demonstrado que estimula a resposta imunitária e suprime a inflamação, e funciona até em queimaduras. Pode também aliviar a garganta — daí todas aquelas pastilhas para a garganta com mel nas farmácias — e, devido aos seus elevados níveis de antioxidantes, também tem potencial como possível agente anticancerígeno. Diz-se até que comer mel cru local que contém pólen de abelhas pode ajudar a tratar os sintomas de alergias, embora o veredicto sobre isso ainda não esteja definido. A desvantagem: o mel contém bastante açúcar, por isso, se está a tentar reduzir o consumo, pense duas vezes antes de ingerir grandes quantidades.

3. O mel cru e o mel processado

Embora não exista uma definição oficial de mel cru, é geralmente descrito como não processado e não pasteurizado. Contém pólen de abelha, que se diz ter inúmeros benefícios para a saúde. O mel comercial — o tipo que provavelmente já viu naquele frasco em forma de urso no supermercado — é frequentemente filtrado e pasteurizado. Algumas fontes afirmam que aquecer o mel destrói as suas propriedades antioxidantes e antimicrobianas — embora deva notar-se que o National Honey Board discorda. Outro ponto controverso*: o mel comercial pode ser falsificado. Na verdade, é o terceiro alimento mais falsificado do mundo, de acordo com Larry Olmsted, autor de Real Food, Fake Food. Olmsted afirma que pode ser misturado com xarope de milho ou outras substâncias para aumentar as margens de lucro. Então, como pode saber se está a comprar o produto genuíno? A minha sugestão: conheça o seu produtor. Se possível, compre aos seus apicultores locais (um saludo ao meu, a Essex County Beekeepers Association), e prefira a variedade crua, desde que não seja alérgico. Pessoalmente, também prefiro o sabor do mel cru cremoso. É — o que mais poderia ser — mais cremoso e complexo, e perfeito em torradas.*Chega de piadas com abelhas. Juro.

4. A planta pode influenciar a cor e o sabor

Provavelmente já viu dezenas de tipos diferentes de mel — trevo, trigo-sarraceno, eucalipto e muito mais. Qual é a diferença? Em termos simples, o tipo de mel indica o tipo de planta a partir da qual as abelhas recolheram o néctar. O mel de trevo, uma variedade popular, tem um sabor suave e é frequentemente usado em pastelaria. O tipo de planta também pode influenciar a cor e o sabor. Por exemplo, o mel de flor de laranjeira tem mesmo um sabor a laranja, porque as colmeias são colocadas em pomares de citrinos durante o período de floração. E já ouviu falar das abelhas do Brooklyn e da fábrica de cerejas ao marrasquino? Acredite, a história fica ainda mais estranha.

5. O que há de especial no mel de manuka?

O mel de manuka — a minha extravagância de 40 dólares — pode parecer uma moda (e talvez seja!), mas também é diferente das outras variedades de mel. Para começar, é produzido a partir do néctar da árvore manuka, que floresce apenas durante algumas semanas por ano na Nova Zelândia. E embora a maioria dos méis seja antibiótica, o mel de manuka contém metilglioxal, que se diz ter um efeito antibiótico mais forte, embora ainda não haja evidências conclusivas… por enquanto. Pode até comprar pensos impregnados com mel de manuka. Curiosamente, os produtores de mel de manuka criaram uma escala para avaliar a potência do mel de manuka, chamada UMF — Unique Manuka Factor. Ao que parece, o mel de manuka necessita de uma classificação de 10 UMF para ser terapêutico. (O do meu armazém… é 5. Oops.) Como é tão popular, é frequentemente falsificado ou adulterado com outras substâncias. Uma cadeia de supermercados britânica chegou mesmo a guardar o seu mel de manuka em caixas de segurança de plástico porque é frequentemente roubado. E recentemente, a Trader Joe's foi nomeada numa ação coletiva — a cadeia é acusada de misturar o seu mel de manuka de marca própria com outras variedades. Mas qual é o sabor? Aqui está a minha avaliação: é mais escuro e terroso, um pouco como melaço, e, como todo o mel, excelente em torradas. (Mas o que é que não fica bem em torradas, afinal?)

E assim termina a minha doce história. Aproveite as suas provas e beba uma limonada com mel de manuka por mim.